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:: segunda-feira, outubro 25, 2004
Terremotos, Krypton e afins...
A partir da iniciativa dela, resolvi entender melhor qual a diferença entre a escala Richter e a escala japonesa de medição. Achei uma página muito esclarecedora sobre o assunto, e descobri que andei falando algumas bobagens por aí. Pensava que a escala japonesa também era uma escala logarítmica de medição, o que se revelou errado.
Existem dois jeitos de se medir um terremoto: pela sua magnitude ou pela sua intensidade. A escala Richter mede a magnitude do terremoto, isto é, ela expressa a energia sísmica liberada pelo terremoto. É uma escala logarítmica (alguém se lembra de log do colegial?), cada unidade significa uma diferenca de 10 vezes. Assim, um grau 4 e uma grau 6 na escala Richter tem diferenca de 100 vezes na sua magnitude.
Há duas escalas (pelo menos são as mais conhecidas) que medem o terremoto pela sua intensidade: a escala Mercalli e a escala japonesa. Isso quer dizer que a escala é baseada nos efeitos que causa no ambiente. Assim sendo, não há nenhuma proporcionalidade entre seus níveis e nenhuma relação direta pode ser traçada entre essas escalas e a Richter.
Ao contrário que muitos pensam, a escala Richter vai até infinito e não até 9. Nove (ou, mais precisamente, 9.5 no Chile em 1960) foi o valor do maior terremoto que já foi medido em todos os tempos. Por isso, às vezes 9 é, erroneamente, tido como o limite da escala.
Pelo que eu entendi desse site, um terremoto de magnitude 12 seria capaz de rachar a Terra em duas metades passando pelo centro. Nessa mesma lógica, o terremoto que acabou com o planeta Krypton deve ter sido entre 15 e 20...
PS: Aqui em Tóquio está tudo bem... |  |

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